![]() |
| Eu e Aaron no Castelinho. |
O ano de 2015 começou com tudo: eu retomando às trilhas e muito bem acompanhada! Sei que para ele não significa muito, mas ter o meu namorado fazendo algo que eu curto foi maravilhoso, ou então, foi bão demais da conta, moço! No dia 18 de Janeiro de 2015, um belo domingo, acordamos às 8h (pasmem) e nos preparamos para nossa aventura. Eu vim morar na cidade de Petrópolis em 2007, mas desde então fiz poucas trilhas. Apesar de ter tomado gosto pelo negócio, tive pouco tempo para me organizar. Mas agora que estou há poucos meses de concluir meu doutorado, a vontade de me dedicar ao montanhismo cresceu bastante. Portanto, resolvi aproveitar que moro em uma cidade que proporciona diversas trilhas para me dedicar e aprofundar no esporte. Mas como tudo que envolve um certo risco, vou fazer isso seguindo o livro guia do Waldyr Neto e contar com conselhos e sugestões de profissionais do ramo. Para quem estiver seguindo o guia do Waldyr, os detalhes do Castelinho começa na página 33.
Especificações:
O que levar:
O Waldyr deixou esse campo em aberto pois é uma trilha que exige quase nada. Inclusive, desta vez vi pessoas subindo de chinelo, sem mochila, como se estivessem indo na esquina. Mas se você for novato eu aconselho a levar alguns ítens para deixar o passeio confortável. Leve uma mochila, pode ser pequena, mas o ideal é que seja uma mochila com fechos na cintura e no peito para minimizar o esforço na coluna. Leve uma pequena toalha, água, frutas, saco plástico para trazer o lixo de volta, o guia e uma máquina fotográfica. Com relação à água fique atento: como fomos em janeiro, levamos 1L de água para duas pessoas e foi pouco, pois estava muito quente. O Castelinho é um ótimo lugar para se passar um tempo, ler um livro, fazer um piquenique com a família. Nesses casos planeje direito como e o que levar! Se chama Castelinho exatamente pelas formações rochosas do cume, que proporcionam ótimos lugares à sombra!!!
O que vestir:
Roupas leves. Eu fui de calça, porque tinha comprado uma no dia anterior e queria testá-la, mas dá pra fazer de bermuda numa boa. Com relação à camisa, eu não abro mão das dry-fit, aquelas que eliminam o suor acumulado. Eu fui calçando minha snake, mas dá para fazer essa trilha com um tênis. Como disse, vi pessoas de chinelo, mas não aconselho. Eu também levei dois bastões de trilha. Apesar de não ser necessário, devo admitir que fizeram diferença, ainda mais na descida que exige muito dos joelhos. Um boné e óculos escuro é sempre bom!
Localização:
Do guia: o Meu Castelo, também conhecido como Castelinho, é uma curiosa formação rochosa que fica na extremidade sul da Serra da Estrela. Seu acesso é pelo bairro Morin, na localidade conhecida como Lagoinha. Para chegar lá basta seguir pela Rua Augusto Severo, até perto do número 700, onde existe uma rua de paralelepípedo que sobe forte à esquerda. Esse é o local que marca o início da caminhada.
Dá para ir de ônibus. Se você for de carro, como eu, o ideal é estacionar em algum lugar próximo, antes de subir a rua de paralelepípedo. Entretanto, subindo essa rua de carro, você vai encontrar à sua esquerda um platô, onde dá para estacionar também. O interessante é que esse platô fica em frente ao início da trilha. Só que é um lugar muito isolado, tome cuidado. Dessa vez, como vi vários outros carros no platô, optei por estacionar ali mesmo, como mostra o vídeo abaixo.
Obs.: se você tiver um altímetro, no início da caminhada (subida da rua de paralelepípedo) calibre para 1.040m de altitude.
![]() |
| Eu e o Castelinho! |
Especificações:
- Duração: 40 minutos a 1,5 horas de subida
- Dificuldade técnica: baixa, trilha aberta com alguns trechos em lajes de pedra
- Orientação: fácil
- Distância aproximada: 2,6km (ida)
- Altitude: 1.245m
- Não deixe de levar:
- Quando ir: ano todo
O que levar:
O Waldyr deixou esse campo em aberto pois é uma trilha que exige quase nada. Inclusive, desta vez vi pessoas subindo de chinelo, sem mochila, como se estivessem indo na esquina. Mas se você for novato eu aconselho a levar alguns ítens para deixar o passeio confortável. Leve uma mochila, pode ser pequena, mas o ideal é que seja uma mochila com fechos na cintura e no peito para minimizar o esforço na coluna. Leve uma pequena toalha, água, frutas, saco plástico para trazer o lixo de volta, o guia e uma máquina fotográfica. Com relação à água fique atento: como fomos em janeiro, levamos 1L de água para duas pessoas e foi pouco, pois estava muito quente. O Castelinho é um ótimo lugar para se passar um tempo, ler um livro, fazer um piquenique com a família. Nesses casos planeje direito como e o que levar! Se chama Castelinho exatamente pelas formações rochosas do cume, que proporcionam ótimos lugares à sombra!!!
O que vestir:
Roupas leves. Eu fui de calça, porque tinha comprado uma no dia anterior e queria testá-la, mas dá pra fazer de bermuda numa boa. Com relação à camisa, eu não abro mão das dry-fit, aquelas que eliminam o suor acumulado. Eu fui calçando minha snake, mas dá para fazer essa trilha com um tênis. Como disse, vi pessoas de chinelo, mas não aconselho. Eu também levei dois bastões de trilha. Apesar de não ser necessário, devo admitir que fizeram diferença, ainda mais na descida que exige muito dos joelhos. Um boné e óculos escuro é sempre bom!
![]() |
| Vestidos para trilhar! |
Localização:
Do guia: o Meu Castelo, também conhecido como Castelinho, é uma curiosa formação rochosa que fica na extremidade sul da Serra da Estrela. Seu acesso é pelo bairro Morin, na localidade conhecida como Lagoinha. Para chegar lá basta seguir pela Rua Augusto Severo, até perto do número 700, onde existe uma rua de paralelepípedo que sobe forte à esquerda. Esse é o local que marca o início da caminhada.
Dá para ir de ônibus. Se você for de carro, como eu, o ideal é estacionar em algum lugar próximo, antes de subir a rua de paralelepípedo. Entretanto, subindo essa rua de carro, você vai encontrar à sua esquerda um platô, onde dá para estacionar também. O interessante é que esse platô fica em frente ao início da trilha. Só que é um lugar muito isolado, tome cuidado. Dessa vez, como vi vários outros carros no platô, optei por estacionar ali mesmo, como mostra o vídeo abaixo.
Obs.: se você tiver um altímetro, no início da caminhada (subida da rua de paralelepípedo) calibre para 1.040m de altitude.
A trilha:
O percurso em si é fácil, com caminhos largos, com algumas pedras e vestígios de tubulação. Em poucos metros você começa o pedaço em mata fechada, parte da trilha que é mais úmida (o que foi bem agradável pra janeiro). Esse trecho é muito bonito, todo na sombra. No vídeo a seguir vou mostrar um pouco da trilha. Tem uma bifurcação que é preciso cuidado: se divide em um caminho que sobe (à esquerda) e um que desce (à direita). O natural é pensar em pegar o que sobe, afinal estamos subindo em direção ao cume. Mas o caminho correto é o que desce, que em poucos metros te levará a um riacho (última fonte de água até o cume). Uma vez eu peguei o caminho que sobe, até dá para fazer, mas leva a uma parte tão íngrime que você tem que dar uma pequena escalada, se agarrando às raízes das plantas. Em pouco tempo você estará em campo aberto, bem perto do cume!
O cume:
Uma vez vencida a mata fechada, você entra em campo aberto de onde já dá para ver o cume, ou o Castelinho. À sua esquerda você verá no alto as Torres do Morin, local que dá para chegar de carro, seguindo a rua de paralelepípedo da subida. Nas torres tem duas pistas de parapente e um visual muito legal! A altitude é de 1450 metros.
![]() |
| Ao fundo, as Torres do Morin! |
![]() |
| Vista do Castelinho (à direita) e da Pedra da Lua (à esquerda). |
![]() |
| Vista da cidade de Petrópolis! |
Eu tentei filmar um pouco essa parte, mas estava ventando muito e ficou difícil de entender o áudio! Mas vale conferir as imagens.
A chegada ao cume é o momento de contemplação. Aproveite seu tempo, descanse na sombra, beba água e aproveite cada detalhe de uma vista perfeita. Aos que gostam de reflexão, eis um belo momento. Dessa vez que eu fui tinha um garotinho de 4 anos se divertindo com os pais! Mas também demos o azar de ter um grupo de adolescentes ouvindo música e fazendo umas bagunças... Esse é o preço a se pagar quando se faz uma trilha de fácil acesso.
![]() |
| Momento poser entre as pedras do Castelinho! |
Uma das coisas que eu amo na cidade de Petrópolis é a educação do seu povo. A trilha é bem limpa. Mas é sempre bom lembrar de não deixar para trás seu lixo! Cada um fazendo sua parte! Mas é uma pena que não podemos dizer o mesmo sobre as pixações: as rochas que formam o Castelinho estão todas pixadas, o que é uma pena!
![]() |
| Pixação, uma pena! |
Para os interessados, algumas pessoas treinam rapel no Castelinho. Suas rochas já possuem os ganchos para fixar o equipamento. Nunca fiz, mas pretendo testar qualquer dia desses. Mas faça isso com o auxílio de um profissional! No mais, nosso passeio foi um belo exercício de domingo, com direito a uma vista fenomenal! Mas não se esqueçam que a volta de uma trilha também é puxada. Mesmo sendo descida, exige mais dos joelhos, portanto fique atento para não derrapar ou torcer o pé!
![]() |
| A partida! |
Conclusão:
Preciso entrar em forma. Senti muito cansaço na subida, e na descida o meu joelho sentiu muito. Acredito que devo fazer uns agachamentos diários para me preparar para a próxima. Mas foi muito bom. Minha retomada às trilhas foi abençoada. O dia estava lindíssimo e fui bem acompanhada. Costumo dizer que montanhismo é minha religião, e sentar para desfrutar desse visual é a minha missa! Me faz pensar em quão pequeno nós somos, e em quanto podemos aprender. Me faz redescobrir que o silêncio proporciona experiências maravilhosas, me faz querer mais e mais. É onde eu encontro minha paz, meu sossego, onde reencontro minha alma, que no dia-a-dia parece se esconder de mim! Espero poder fazer muitas trilhas esse ano e contar sobre cada uma delas! O primeiro passo eu dei, basta agora continuar!









Nenhum comentário:
Postar um comentário